Meu choro

 

Acho que ainda sou aquele garoto que chorava , quando algo ou alguém deixava de interagir com a minha e vasta esfera de atuação humana.
Acredito porém,  que o choro hoje se dá  mais interiormente do que físico,  entretanto os sentimentos são mesmos, as sensações,  o desapontamento,  as dúvidas.
Ao interagir com muitos ao meu redor eu me pergunto porquê as pessoas agem de uma forma a deformar a própria relação no qual ela (ou outra pessoa) é inserida. Choro quando penso nisso, interiormente...
Meu chorar deve ser o choro de muitos que ainda não conseguem despontar de muitas cascas de sentimentos sólidos demais tão difíceis de serem moldados,  juntados a sentimentos de outrem tão deficientes e insuficientes a ponto de putrefar as socializacoes das mais firmes às mais frágeis.
Meu chorar deve ser também o daqueles que habitam a dimensão da insatisfação quanto a não alteração da atitude das pessoas quando se faz necessário  uma decisão para que ela mesma alavanque uma mudança que beneficiará direta ou indiretamente as pessoas que com ela convivem.
O chorar mesmo que interno pode até ser prejudicial mas se bem dosado e se for bem administrado resultará em mais  uma etapa humana necessária,  um desafio , obstáculo vencido.
O olhar de quem chora pode estar marejado ou não,  mais é nesse olhar que estão as pessoas verdadeiras, conectadas ao sentimento que conecta o mundo com os "sentimentais" . Acredito até que esses são os que o mundo mais interage numa forma a conectar a natureza,  as pessoas,  as coisas das pessoas e o sentimento das pessoas.
Chorar não configura uma fragilidade hiper-definidora dos seres-humanos , más  coloca cada de um de nós em patamares de seres autênticos,  organizados com um âmago vital e incrivelmente belo.

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